
Jesus diz: é o seguinte, galera... se vocês estão carentes, procurem ser pessoas melhores na vida, pois assim encontrarão alguém que realmente te valorize e possa te oferecer um abraço verdadeiro. Ainda bem que já morri, pois se cada um que me ama me abraçasse, eu já teria pegado uma gonorréia. Agora dá licença, que eu vou brincar aqui com meus amiguinhos. Tchau!
Lembro de um dia que um grande amigo meu me chamou para ir numa missa da igreja católica em Coité. Fui com meu irmão naquela missa de domingo. Ao entrar, senti-me obrigado a fazer o que os outros faziam: rezar ajoelhado ao pé do crucifixo. Após isso, o padre começou a falar várias coisas que se fala em missas. O momento que realmente lembro, foi uma hora em que tínhamos que abraçar cada pessoa ao redor. Eu abraçava com um sorriso falso e a uma certa distância do indivíduo – afinal, eram desconhecidos e a situação era naturalmente próxima a de uma zebra achar que o leão só quer brincar de pega-pega.
Em 2008, quando eu tinha 18 anos, eu comecei a cursar Brahma Kumaris, uma religião da Índia que eu pude absorver muitas coisas boas, mas acabando por eliminar outras. Uma das coisas que fui estimulado lá foi a amar ao próximo. Nesta época, senti-me muito sensível, realmente meu coração estava em exercício de amabilidade. Certo dia, eu estava na faculdade e decidi conversar com meu professor para tirar uma dúvida. Do jeito que meu coração estava aberto e sensível para coisas boas (óóó que lindo…), fui falar com ele de forma delicada. Porém, fui recebido de forma desprezível e inadequada, ao lado de seus amigos. Ao chegar em casa, chorei como um bebê por ter sentido aquilo num momento em que eu estava descobrindo a moleza cardíaca.
Realmente devo agradecer ao Brahma Kumaris por ter me ensinado, sem querer, a confirmar o que eu já tinha em mente: apenas abrir meu coração só para quem eu julgar que mereça e não vulgarizar o significado de amar. Esta é a forma que encontrei de auto-respeito. Aos outros que não me interessam, terão, se possível, nada a mais que o meu simples respeito. Uma condição ética.
Nada melhor do que eu ter aprendido com o que experimentei na pele, e não com o que a reverência/masturbação utópica e religiosa me inadequou.
(assistam ao filme Entre o Bem e o Mal)
obs: o exemplo do Brahma Kumaris foi apenas uma espécie de estopim.
quanto à igreja católica lá, a sua decoração era bonita.
deixo claro que, apesar de semelhanças, não me classifico satanista ou defensor rígido de algum estilo de vida ou sei la oq. Sou apenas um apreciador da Assimetria – a vida é diferente para cada um.
Boa noite, fiquem com Satan.