experimentos + haikai

13 12 2009

Fiz alguns experimentos em colorir alguns desenhos meus… confesso que foi divertido. Vejam e critiquem.

Um Haikai para concluir:


Vida parada, óbvia

Queria ter crenças

Sonhar e estuprar meu oculto





Poesia alto astral

11 12 2009

Bem, eu acho que esse blog já tem muito post negativo. Preciso escrever algo positivo. Vamos lá, uma poesia:


Eu amo a vida

Adoro quando alguém se magoa
Quando tive apenas boas intenções
Amo essa sensibilidade emocional alheia

Amo saber que quanto mais amo alguém (inclui-se não humanos)
Mais sofrerei por sua ausência ou morte
Adoro esse apego comum animal

Eu adoro ver fotos de gente mortas em acidentes ! Óh !
É tão esplêndido e colossal
A emoção de saber que sou feito de carne fedorenta
Abaixo da minha pele
E até da pele daquela mulher que me dá tesão

O prazer magnífico de notícias no jornal
De assassinato, estupro, tortura e guerra
É tão lindo imaginar um humano
Aberto e transformado em sangue

É adorável sentir-se mau
De repente
Como um sentimento de fumaça amarga
Entre o tórax e o intestino

Também amo momentos bons, com amigos e família
Com cachorros e passarinhos
Criar e saborear arte
Viajar e conhecer diferentes vidas
Olhar para o universo e apreciar a existência
Que atrás de todo o mistério
Algo insiste em manter a vida viva

Quando eu me sentir mau, culparei a existência
Quando eu me sentir bem, deixarei de filosofias
Inquietações, pseudo-sabedorias
E poesias sem boa estética
Num blog desprezado.

E ainda insiste em meus pensamentos: eu não pedi para nascer.

Preciso proteger a minha vida. Sempre exercito bons pensamentos. Eu nasci, tenho que viver em boas maneiras.

Tenho medo de bandido, tenho medo que minha família passe por más situações, protejo meus amigos, tomo conta dos meus cachorros. (não sei porque assim tem de ser)

Puta que pariu, sou o maior idiota fazendo esses questionamentos no blog. Eu preciso somente de um pouco de ignorância, de um pouco de animalidade. Digo, só animalidade, pois quanto mais penso, mais descubro que razão não é sinônimo de resposta. Ou é.





701 + 1 = 701

6 12 2009

cansei de meditar em bons pensamentos
tentativa de me reorganizar, ordenação
trabalho árduo para eliminar minhas cruezas cruéis instintivas naturais viscerais fedorentas
cansei de querer ser divino, cheiroso, e brilhante como uma estrelinha fofa
alguma porra sempre estará cutucando alguma merda interna
é a ausência da minha natureza raivosa controlada pela moralidade cultural
é a ausência da minha crueza cruel em repressão

cansei dos sonhos de cada manhã, dos desejos de um paraíso e um mundo melhor
das frutas e almoços bem preparados para um corpo saudável
das conversas com estranhos, em risos falsos para indicar simpatia, bondade, moral
não sei mais o que é legal, o que é ego ou o que é dor
alguma merda me incomoda, e isso é a ausência de alguma coisa

não quero acreditar nas regras da vida
não admito sintomas de carência
não admito sintomas de tesão
eu não pedi para nascer assim
não há lógica do porquê assim deve ser
se ao menos fosse em outro planeta
e não na Terra, na especista humanidade

não compreendo paz interior plena e definitiva
creio em exclusão física e opressão aos vícios
cansei da moda coletiva, dos tendenciosos e manipulados
cansei de todos, pois todos são a mesma merda
e assim tento ser especial, mas também defeco
odeio as hierarquias
odeio qualquer classe de ser humano
eu amo os animais
eu quero transar com um passarinho, de preferência um periquito.
eu quero transar com um hipopótamo, eu amo a sinuosidade de sua pele.

Eu amo a minha vida.





Entrevista com um ET

2 12 2009

…35.53..533.5.35.5.53.%%>%#>%#>%>¨#>#>¨>….

##¨%#¨#¨#>…

Artur Rios: Olá senhor ET.

ET: Olá mestre Artur Rios.

Artur Rios: Menos, por favor… ninguém nesse universo é mestre. hehehe…

ET: Então foda-se.

Artur Rios: OK, chega. Estou entrando em contato com o senhor através da mente para uma entrevista rápida, com apenas 3 perguntas. Pode ser?

ET: Mas claro.

Artur Rios:

1-> Conte-nos de onde você é, quem é você, e uma breve história da Máquina.

ET: Meu nome não quero dizer. Sou de uma planeta que não importa o nome. Meu povo tem uma longa história. Essencialmente, nossa história baseou-se em três aspectos: perpetuação da vida, busca pela grande verdade primária do universo, e compreensão do funcionamento do mesmo. Há 1 milhão de anos, construímos (usarei na 1ª pessoa do plural, mas não vivi naquela época, não participei) uma máquina de tecnologia perfeita para nos inserirmos dentro da infinitude funcional do universo, da perfeição que ambicionamos, e não como matéria limitada da vida. Através desta, pudemos ser a própria compreensão do universo, ele próprio, e todo o seu complexo equacional. Após a inserção de alguém na máquina,  este relatava ter tido o encontro com uma beleza claramente infinita, com uma paz de gigantesca precisão e com infinitos meios de percepção. Porém, ao voltar (os que voltavam) ao nosso limitado ambiente de vida, instantâneamente, esse alguém entrava em infinita depressão e desejo de suicídio, portanto, matava-se e triturava-se sem sentir dor, uma verdadeira obra de arte com seu próprio corpo. Esses fatos repetidos que ocorreram com os indivíduos que experimentaram a máquina nos deixaram claro o motivo: a experiência com a liberdade infinita, e uma posterior volta a um mundo limitado, o mundo dessa vida, fazia, obrigatoriamente, com que o ser de alguém fosse convertido imediatamente em desprezo a si e ao seu ambiente inerente. Assim, tivemos que, antes de tudo, pôr uma primeira regra: todos que entrarem na máquina, jamais deverão voltar. Com isso, observamos que a nossa população estava diminuindo. Apenas restou os que temiam bastante em realizar o experimento, e os que eram contra tal. Porém, ninguém (ninguém) até hoje (até hoje) possui a coragem de destruir essa magnífica tecnologia que conseguiu alcançar a perfeição. Muitos pensadores afirmam que a máquina é uma concretização da morte, e que nós morremos por que no nosso mais âmago ser desejamos a morte/máquina, há quem discorde, mas eu acho convincente. A máquina está trancada num local especial, definitivamente foi proibido o contato com tal.

Artur Rios:

2-> Alguma lição nessa história?

ET: A grande lição é que devemos reconhecer os valores do que nos é dado, do que simplesmente existiu. A existência da vida é divina por si só. Os animais são os próprios deuses que já buscamos há um tempo atrás. Quanto à existência universal, acima da vida, esta simplesmente é. Creio que nossa ânsia por respostas é apenas fruto de uma evolução dentro de um espaço limitado, o habitat do nosso planeta. Atualmente, a física não destina-se mais à criação de novas tecnologias, mas é uma matéria de apreciação e espiritualidade. Aprendemos a valorizar o nosso equilíbrio mental sem deixar de tirar os proveitos intrinsecos do corpo animal. Entre outras coisas…

Artur Rios:

3-> Qual conselho você daria para a humanidade, aqui no planeta Terra?

ET: A humanidade não acreditará na minha história até que passe pela mesma experiência. Portanto, não aconselho nada.

Artur Rios: Obrigado. Espero haver uma nova entrevista em breve. Aliás, hoje, antes de eu dormir, se for possível, passe no meu apartamento para me dar uma carona pela minha galáxia. Preciso sentir isso.

ET: Vai te fuder !

Artur Rios: Desculpa.

ET: HAHAHAHA.

Artur Rios: Tchau.

ET: Tchau. Pensarei sobre isso…





merda ou não de existência

30 11 2009

Antes de ler esse texto, leia esse http://arturrios.wordpress.com/2009/11/25/nota-de-falecimento-ideologico/

Quando busco uma sabedoria suprema, uma resposta única, dou-me conta do quanto comovido estou pelo meu estar momentâneo. Enxergo as ideologias e religiões que caminham no planeta Terra, cada qual no desejo de impor o seu absoluto, mesmo sabendo que as suas próprias práticas na linha do tempo revelam o quanto são relativas.  Eu tenho pena da humanidade, e mais ainda tenho pena de mim mesmo. Quando eu morrer, posso mergulhar na inexistência, e na possibilidade de haver “trêmulos quânticos” que façam acontecer rapidamente lembranças da vida para com a minha inexistência. Aí é possível que, mesmo vindo para a Terra, exposto e vunerável a todas as desgraças, aos humanos que levantam bandeiras, que utilizam seus instintos de orgulho, mentira, destruição e suicído, eu possa sentir alguma espécie de saudade inexplicável, de que ouvir o som do mar, escutar boa música ou ter boa companhia, são coisas suficientes para mergulhar de volta à vida – meio de detecção da existência -, estando também mergulhado na lucidez que tenho agora, do quanto ignorante sou e somos. De alguma maneira, ser animal e estar vivo aqui já é o próprio ser divino, não existe nada além.

Quando eu nasci, não tive um choro qualquer. Nas mais detalhadas frequências do som, havia uma linguagem que falava sobre a dúvida em ter vindo para esse mundo. Sempre fui alguém com muitas dúvidas. Para tudo preciso pensar diversas vezes, e muitas vezes acabo deixando para última hora. Essas meras dúvidas são filhas da dúvida-mãe, a dúvida do meu ser mais primário que não queria se arriscar a vir na vida – essa coisa estranha, que às vezes parece apenas mais um objeto na existência, por mais que possa não ser apenas  “mais um”. Isso pode soar medo, ou seja, a personalidade do meu mais profundo ser pode ser completa de medo. Acredito que a minha busca por uma resposta unificada de toda a existência vai de contra com a limitação de uma vida animal, e, de algum modo, volto a ter a dúvida-mãe de quando eu nasci, levando-me muitas vezes a inspirações suicidas, ou, para ser mais adequado e macio, profundamente melancólicas.

Após escrever esse texto, dei-me conta do quanto ainda sou limitado, porém, alguma merda ainda insiste que eu possa voar como em meus sonhos.





“Partículas subatômicas”

26 11 2009




Nota de falecimento ideológico

25 11 2009

Gostaria de deixar claro, aqui nesse divertido blog, que tudo que eu escrevo não faz sentido, nem ao mesmo esse texto. Quanto mais o tempo passa, mais tomo noção do quanto a sabedoria verdadeira é inalcançável. É como na física quântica. Sem querer fazer mal uso da ciência, uma partícula toma posição e caminho ao ser detectada, interferida por uma outra onda que reflete de volta ao observador. A verdade está escondida ali, até que um ser vivo, ao detectá-la, obriga-a a tomar uma posição, tornando-se convencional para um cérebro animal, facilitando o entendimento da existência.

Quando buscamos a sabedoria suprema, a natureza absoluta das coisas parece que não permite o seu conhecimento essencial, assim como a natureza raiz das partículas. Tenho uma intuição de que, quanto mais se aproxima da sabedoria suprema, mais próximo ao suicídio fica – é a natureza absoluta não permitindo o seu conhecimento. De repente, a morte possa ser uma revelação.

Retire também isso que acabei de escrever. A ignorância reina… ou não.





Pecador secular

23 11 2009

Tratar do que é alusão à ameaça de vida é pecado (secularmente falando, ou não). Devo tratar de amor, gentileza, alegria, e bondade.

Eu não optei por ter nascido nesse planeta e ser humano. Quem sabe isso não seja a justificativa na minha dificuldade de nascer.

A paz suprema é o ideal, porém nasci com um polegar, de modo que estou adequado ao uso de instrumentos. Nasci com um estômago, dois rins, uma boca, um ânus, e um pênis, basicamente. (a alma é discutível, flexível, não cabe no discurso cru, óbvio)

Se você julga, tornando réu, a expressão do destrutivo, deveria olhar-se nu em frente ao espelho por poucas horas, ou assistir a um vídeo de autópsia. Assim, entenderá o quão próximo está como culpado pela bomba de Hiroshima. Enxergará a si mesmo dando marteladas na cabeça de um boi, e em seguida devorando a sua carne gosmenta. Sentir-se-á próximo à morte, após anos de fome, com a boca no ânus de uma vaca na crença de que estimulará a produção de leite.  Ver-se-á sendo traído por alguém de maiores poderes. Será a própria Maria desiludida e desesperada, ver seu filho crucificado pela opção de um suposto deus.

Você entenderá que ninguém escapa, e que eu quero ser o pecador mais feliz e gentil desse planeta, que nem você.

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Autocrítica sobre o texto escrito:

Eu poderia ser mais otimista, não? Por mais que haja o lado negativo, eu também poderia mostrar o lado positivo, como motivo para esperança e energia positiva. Porém, a crueza me preenche. Não quero fazer um jogo de comover “Sinta-se feliz com meu texto.” ou “Veja como sou alguém alto astral! Escolha-me para ser seu esposo.”, acho totalmente válido mostrar o que, comumente, buscamos não ver apenas por uma proteção natural do corpo em manter-se vivo acreditando no belo, na construção de um paraíso. Sinto muito.





SYL

22 11 2009

There Is No Insanity, Rather A Super Sanity
More Suited For Life At The End Of The 20th Century
Where Everything Is Art,
And Everything Is Trying To Express It,
Where Everything Is Art,
And Everything Is Trying To Comunicate It…

All Intelligent Beings Sleep The Dreaming Of Dreams
And They’ve All Come Up To Meet Me Tonight
Although While In The Morning, All Their Wonder And Their
Glory Was Turned Ugly And Quite Simple
Like A Venue When You’re Loading In Gear

Sexuality, Eroticism In Asexual Pursuasions.
Man Or Woman, Make’s No Difference In The Outcome
No Fasion, No Tolerance For Stupidity Or Ignorance
…Adidas Or The Arch Deluxe…
And Time Is Now An Object

Oh My Fucking God…
Oh I’m Fucking God…
And I’ll Dream All This Into Becoming Real

And Until Such Time That You Can Prove Me Otherwise
I Will Continue With My Agnostic Travels
Until I’ve Found A Place That Dreams With Me…
…A Place That Feeds On My Rountine

All I Want Is My Mommy…
All I Want Is My Mommy…
All I Want Is My Mommy…
All I Want Is My Mommy…

This Is The Night That It All Changes





Pássaros

21 11 2009

Meu local preferido de meu apartamento é a rede na varanda que dá de cara com um edifício, um pedaço do céu e duas árvores. Por lá sempre vejo vários pássaros: pardais, bem-te-vis e até periquitos (e alguns outros mais). Meu maior desejo é ter amizade com esses pássaros, como alguém que possui um ídolo famoso pois espelha nele uma qualidade que deseja. Nunca mais me recordei de algum sonho em que eu voe, como, ou mais que, uma criança que aprende a andar. Porém, voar é o meu maior desejo, e invejo os pássaros que passam por mim naquela varanda. Certo dia, estava em meu pequeno quarto com o notebook ouvindo Terrofakt, e um bem-te-vi apareceu em frente à porta, observou, voou dentro do quarto e saiu pela janela rapidamente.  Queria ter a amizade de um pássaro como meu avô (Vovô Bibi).

Quero deixar esse planeta, voar como uma luz puta, sem olhar para trás. Até que um dia eu poderia sentir falta, e voltar, mesmo sabendo que a vida criada ali é, por natureza, inerente a dor, sangue, traição, maldade e destruição. Porém, sempre posso resgatar a amnésia do negativo através das bondades perto de mim, de família a pássaros.

Através do destrutivo, e seus parentescos, posso ver sua beleza e me sentir um humano completo – um guerreiro que segura o cabo de seu machado podre de tanto matar como sendo o próprio pênis – , sem perder a minha auréola de quem possui potencial de vencer a relatividade geral de Einstein, e ser puramente quântico, ou além, “divino”. Sou um animal, mais especificamente humano, que defeca e também escreve textos simpáticos no blog, acreditando um dia poder vencer a gravidade infalível da física que comanda o nosso planeta, e voar como uma luz puta, um periquito, bem-te-vi ou pardal.

No fundo, os pássaros me lembram de algo mórbido – talvez a própria morte.





Recado de um estrangeiro

15 11 2009

estrangeiro

Imagens vem a minha cabeça. Seres de duas pernas e coluna ereta usam instrumentos de matança, em uma guerra. Olham nos rostos de seres de mesma espécie, sabem, no fundo, que também possuem desejos de alegria, parentes e amigos queridos, e atiram-lhe na cabeça, restando apenas miolos, sangue e péssimo odor. Indústrias usam vidas como objetos para satisfazer a gula dos ricos, aqueles que amam a luxúria. Há os matadouros e açougues, expondo a carne que veio de um sistema antropocêntrico, que, por ironia, pertence ao planeta Terra – pequeno lugar que abriga as mais diversas espécies de vida. Pessoas: as que seguem fielmente a uma cultura imposta e utilizam a religião como instrumento psicológico de escape da dor, mas, sem alternativas, integram o sistema autodestrutivo da humanidade; as que admiram profundamente falar de amor, mas lambuzam uma carne sangrenta; as que riem do filhotinho de urso no zoológico, mas utilizam o couro na roupa; as que buscam produtos mais baratos, mas não escapam da catástrofe por trás do consumo; fazem de tudo para sentirem-se limpos, mas possuem muito sangue nas mãos. Os judeus na Segunda Guerra em montes, como cargas inúteis. Bilhões de mortes de inocentes numa guerra de interesse material. Os choros das mães pelos filhos mortos.

Nesse momento, não quero que me fale de amor com sangue nas mãos. Eu também não quero julgar você, vírus vital, afinal, sou vírus também. Entre quatro paredes, numa selva de edifícios, escondo-me dos crocodilos e leões, das cobras e manadas. Escondo-me também de quem caminha pelas ruas, sem temer a morte, e disfarçado de espécie amiga, é perigosamente também uma cobra, um leão e crocodilo urbanos.

Agora, sinto meu corpo como se estivesse em queda livre, mas estou levitando e me distanciado desse planeta. A Terra torna-se um ponto azulado. Nazistas, judeus, criminosos, políticos, presidentes, filósofos, religiosos e famosos, tornam-se as mesmas formigas quase invisíveis nesse grão do acaso. E o que me traz a paz é apreciar o universo – movimento dos planetas, brilhos e cores dos astros, fúria e beleza das estrelas nas maiores nebulosas psicodélicas -, a existência e o mistério. Assuntos poucos interessantes, para quem precisa concluir o dever de casa, ou assistir ao próximo capítulo da novela. Continuem com o dia-a-dia, pois flutuando no gigantesco universo, eu observo a Terra e lamento o fato da vida, por natureza, ocorrer junto às dores, sofrimentos e caos assassino, e, de algum modo, a partir dessa lamentação, sou dor também. A existência em si não tem olhos para lacrimejar pelo nosso ente querido morto, filho esquartejado em seqüestro, e amigo assassinado por um alguém de país distante. Por isso, sigam-me para anos-luzes de distância e apreciem o universo, como transcendência, ou tornem-se animais na Terra, enfrentando a natureza sangrenta e fedida da vida, pela obtenção colossal e ambiciosa dos prazeres de alegria espiritual inexplicável, ou levianos prazeres viscerais do gozo sexual. Não sei se realmente podem me seguir nesta jornada utópica, pois não sou convencional e também sou vida. Não sou Deus, nem animal, mas também os sou. Sou o infinito ideal, existência primária, tão sonhada por todos, sem partida nem fim.





EU SEI LÁ QUE PORRA DE TÍTULO BOTAR

13 11 2009

Modifiquei 3 pinturas… creio que para melhor… esses foram os resultados:

cabeça

pintura

pintura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Theatro XVIII – exposições

5 11 2009
Mitos e Crendices
Luciano Freitas
30 de outubro de 2009
Partículas subatômicas
Artur Rios
27 de novembro de 2009
Divas e Pin-ups
Mário Brito e Alessandra Menezes
05 de março de 2010
Sereforma
Ângela Myuki
02 de abril de 2010
Recicle-se
Rosana Almeida e Francine Peroliv
30 de abril de 2010

A exposição de Luciano Freitas já está aberta, todos os dias (exceto terça-feira) das 14 às 22 hrs, no Theatro XVIII no pelourinho.




nova música e novas pinturas

5 11 2009

“A vingança” – música

Uma vingança de um bode contra um ser humano.

“Cabeça”

“Cabeça 2″

“Cabeça 3″

“Cabeça 4″

Umas cabeças.





Begotten

4 11 2009

Deixo avisado que esse filme pode ser pertubador para você, mas caso goste de coisa baixo-astral, obscena, obscura e interessante que nem eu, creio que gostará. Clique aqui para ler sobre o filme.





A história de Furinho (proibido para menores de 18 anos)

3 11 2009
Furinho

Desenho representativo de Furinho para melhorar a imaginação do meu querido leitor

A história de Furinho, um jovem humilde da zona rural, é até hoje estudada por psicólogos e psicanalistas para um estudo sobre como a sexualidade atua no ser humano. A seguir, você lerá e entenderá a profundidade de tal fato.

A história ocorreu durante 3 dias.

1º dia -> Furinho acordou numa bela sexta-feira ensolarada e alegre com os pássaros a cantar. Mas Furinho não estava bem. Caminhava pela casa, dava uma volta pelas plantações, deitava no chão, mas se agoniava com alguma merda dentro. Nesse momento de solidão interna, Furinho não pensou duas vezes: “Preciso comer uma puta”. Correu para seu cofrinho e catou o dinheiro que economizou de duros trabalhos durante 6 meses, no total de 80 reais. A 500 metros de sua casa, havia um brega dos bons. Caminhando até lá, Furinho se deparava com as mais diversas barangas degradadas pelo azar do nascimento, e enquanto isso pensava “Com essas trepeças daqui, só pagando uma puta mesmo”.  Chegando no brega com cheiro de cachaça e roupa suja molhada, Furinho deparou-se com uma mulata cheia de curvas, bunda sinuosamente palpável e de significância válida para o ato emocional intenso, seios plausíveis, e a cara não importa. Ele disse “Te quero”, e a mulata “Só se for agora”. Eles entraram num quarto fedendo a adubo e com paredes rachadas. No momento em que a porta é fechada, Furinho já se viu penetrado, agarrando a divina parte sinuosa, grande, macia e sagrada do ser humano feminino. Furinho estava no paraíso. Seis meses de trabalho para esse momento tão sei lá. Após 10 minutos de violentos ataques súbitos, Furinho simplesmente perdeu a força nos membros, e durante no máximo 2 segundos encontrou-se com Deus no paraíso da felicidade. Após esses dois segundos, a emoção foi revertida rapidamente em dois pensamentos simultâneos: “Quem é essa vadia nojenta na minha frente?” e “Puta que pariu, meus 6 meses de trabalho!”.

2º dia -> Furinho levantou-se de sua cama fedida a bafo de cachorro, sentindo-se disposto a ser vitorioso, apesar de vir à sua memória a lembrança dos 80 reais gastados. Furinho admirava o dia, conversava com todos, e estava bastante pensativo sobre a vida à sua volta. Estava a gentileza em pessoa. Trabalhou muito nas plantações, ajudou a família com alguns favores e se encontrou com amigos. O último pensamento desse dia antes de dormir do qual se recordava foi “Oh, a vida…”.

3º dia -> Furinho acordou fedendo a cu de rato e sentindo-se o ânus de Satanás. Tinha alguma merda ruim dentro dele, e Furinho pensou duas vezes: “Preciso comer uma puta” e “Cadê a porra da minha grana de altos trabalhos?”. Saiu de sua casa usando toda a sua energia física que lhe restava. Olhou à sua volta e só viu uma velhinha tropeçando numa pedra e soltando um grito tosco. Uma lágrima quase desceu dos olhos de Furinho, um rapaz sábio como ele não merecia isso. E aquela merda ruim dentro do peito que desce até o estômago como uma espécie de desgraça interna tomava conta de Furinho. O pai de Furinho gritou de longe, dentro de seu carro “Furinho, vou ali vender um porco”, e picou-se na estrada. Cinco minutos depois, Furinho levou um porco de sua roça para um local deserto, pensando já em uma desculpa caso o flagrassem: “Não, é que estou fazendo um estudo para a aula de ciências”. Após 3 minutos de movimentos feios na traseira do porco, Furinho sentiu uma dor pontiaguda no seu querido órgão reprodutor. Ele decidiu então examinar o porquê disso. Acreditou que alguma coisa ruim entrou pela uretra. Ele apertou o querido órgão até que saísse uma espécie de lombriga bocuda e longa. A lombriga caiu ali naquele chão sem fazer nenhum movimento. Furinho não resistiu ver aquela bocona lombrical e obrigou-a a fazer sexo oral nele. Após 5 minutos de tentativas de zoofilia, Furinho voltou para sua casa e deitou-se na cama, desejando dormir. Em breve, seu pai apareceu gritando “Cadê a porra do meu porco? Tá faltando um!”. Furinho respondeu “Vai se fuder!”.

FIM





novas desenhos e novas pinturas e novas músicas

21 10 2009

“Lamente”

“Hiena forte”

música.

“Terrascos 1″

“Terrascos 2″

“Terrascos 3″

Um série que ainda será continuada.

“O salvador não convencional 2″

“O salvador não convencional 3″

o grande salvador que as pessoas não imaginam, pois possuem medo e não querem abandonar suas vidas tradicionais.

o grande salvador que vence a barreira da alienação, e assume a natureza e a capacidade humana, longe de antropocentrismo.





nova pintura e música

13 10 2009

“Cabeça 12″

nova pintura, não sei falar sobre ela, nem quero saber.

“Ritual dos sapos vingadores”

nova música, sei lá o porquê desse título.





Natureza interna/externa vs humano

7 10 2009

cruzdupla

Bem distante, enxergamos o planeta Terra azul, com seus continentes esverdeados. Mais próximo, encontramos contrastes maiores, e os que mais chamam atenção pertencem às luzes da camada chapada cinza das cidades. Dentro das cidades, encontramos pessoas, humanos, claro. Cada qual com o maior instinto de sobrevivência que podem ter, buscando a sua estabilidade física e mental. Tememos profundamente a dor, esta como sendo intermédio da morte, pois, em contraste, ansiamos demasiadamente pelos prazeres. Tal estabilidade é buscada, em grande parte, através das religiões ou mais diversas espécies de espiritualidade, sejam místicas ou não. É evidente o medo do caos, descontrole. As cidades concretizam o medo. Desejam ter suas próprias casas privadas, longe da “selva”, distante dos leões e tubarões. Buscam se afastar do que podem torná-los veados, peixes, ou vítimas da natureza raiz. Sexo é simbolismo para pecado. Mulher é simbolismo para sexo. Animais não-humanos são curiosidades da National Geographic.

A cobra que engole a capivara é filmada para fins lucrativos, e o padre que abusa sexualmente da criança inocente vai para a justiça (talvez), ser julgado como ameaça à sociedade.

É evidente a luta contra a natureza, o abuso de antropocentrismo exacerbado como meio de melhor crédito em oposto a grande poderosa natureza que comanda desde nossos DNAs às massas gasosas que se movem no planetam, como representantes da nossa impotência.

Desejam ter estabilidade, não querem ser filmados pela National Geographic, não querem que o órgão reprodutor ganhe vida, que assassinem sua companhia, e que baratas e aranhas invadam seu apartamento (como acabei de matar uma agora).

E assim caminha a humanidade, não fora da natureza, mas, na verdade, com uma natureza diferenciada: a autodestrutiva, como alguém que se droga porquê seu próprio corpo não o agrada.





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6 10 2009

Na vida buscamos a memória do que significa a morte ou inexistência, pois um dia já fomos inexistentes, sem memória. Buscamos a paz completa que se esquece dos sofrimentos do corpo, como um apartar de si próprio. No reflexo do espelho decoramos nossa imagem. Através da tecnologia buscamos a perfeição.Ao morrermos não sentiremos necessidades, mas apenas plenitude. Por oscilações quânticas ganhamos pertubações que nos fazem lembrar do que é o prazer – algo que a paz não oferece. Inexistentes, de alguma forma, queremos lembrar do que é sentir sede e beber um copo de água gelado, sentir calor e tomar um banho frio, sentir-se solitário e ganhar boa companhia, sentir-se cansado e deitar na cama.Morrer é o alívio da vida, assim como os micro-alívios vitais, mas, de alguma maneira, arriscamos ter sofrimento apenas para lembrar o que é o prazer.

É como se a energia estável inerente à morte fosse dividida entre pontos negativos do sofrimento e positivos do prazer, onde tal resulta-se em materialização do ser.